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domingo, 12 de agosto de 2012

O AMARGO PREÇO DA VAIDADE

Estamos acostumados a cultuar a beleza física como sinônimo de sucesso ou como um atributo obrigatório para quem deseja ter sucesso na vida, tanto pessoal quanto profissional. Por isso a procura de academias de ginástica, clínicas de estética e de condicionamento físico tornou-se tão intensa: Em busca do corpo perfeito!
Existe um verdadeiro circo manipulado pela mídia influenciando nosso padrão de comportamento.
É tão comum vermos casos de pessoas que arriscaram suas vidas por uma aparência mais jovem, supostamente mais bonita, mais renovada; e a procura de cirurgia plástica é cada vez mais comum: Mulheres e até mesmo homens procuram o auxílio do bisturi para preencher uma lacuna em sua vida, em seu corpo. Muitos afirmam que com uma cirurgia plástica suas vidas poderiam ser drasticamente mudadas; elevando sua auto estima e proporcionando maior conforto e alegria consigo mesmo. Todos nós queremos ser bonitos. Todos desejam uma boa aparência e todos querem se sentir bem com o próprio corpo. É saudável receber elogios, de fato; faz bem para a alma e envaidece o ego do ser humano. Confessa que você também adora receber algum elogio! Mas decidi colocar em questão algo que ultrapassa a simples vaidade de uma pessoa. Estou aqui para falar um pouco sobre o culto à beleza, a busca insana pela perfeição, os riscos e o preço que as pessoas pagam para ficarem bonitas; muitos resultados podem ser desastrosos! E não é por falta de dinheiro... assim é foi o caso da socialite riquíssima Jocelyn Wildenstein que sempre se mostrou extremamente obcecada por mudanças corporais e em conseguir um rosto perfeito. Passou muito longe disso, pois seu rosto foi completamente deformado e ela acabou se tornando um verdadeiro monstro. Uma criatura fracassada em suas ambições da vaidade.

A socialite suíça Jocelyn Wildenstein - Estimam que ela gastou mais de 4 milhões de dólares em cirurgias plásticas. Infelizmente o resultado foi tenebroso!

As pessoas fazem loucuras para se encaixarem no padrão imposto pela sociedade. Uma sociedade vulgar que não tem escrúpulos e dita o modo que devemos nos vestir, nos comportar, o modo de viver. Tal sociedade que se torna degradante a cada segundo, e impõe estigmas de comportamentos de forma miserável e injusta. O cantor Jay Vaquer expõe essa faceta numa de suas músicas (Formidável Mundo Cão); descreve exatamente o que estou dizendo numa forma geral.
Partindo do pressuposto, gostaria de refletir um pouco nesse ponto: Qual o limite e o preço da beleza?
Essa busca insana pode ser muito prejudicial para a mente e principalmente para o corpo de uma pessoa. 
Ás vezes o problema nem é a cirurgia ou a mudança em si que é o verdadeiro problema, e sim o profissional escolhido para realizar tal ato. Qualque negligência, por mínima que seja pode custar muito caro para o paciente. Lipoaspirações, cirurgias de correção facial, lipoesculturas são as mais procuradas e muitos casos são noticiados como experiências mal-sucedidas. Por isso é de extrema importância que se procure um local confiável e um profissional qualificado, certificado e reconhecido; porque o que está em jogo não é apenas sua beleza e sim sua vida.

A top model Naomi Campbell é flagrada com uma terrível queda de cabelo. O problema teria sido causado pelo uso de mega hair ao longo dos anos sem interrupções.
 Um estudo da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, comprovou já há algum tempo que a maioria das adolescentes não gosta do próprio corpo. De acordo com a pesquisa, 67% das jovens paulistas não estão satisfeitas com sua aparência e adotam práticas perigosas para emagrecer. A busca pela beleza e o descontentamento com o corpo, entre mulheres de todas as idades, fazem do Brasil o segundo colocado em cirurgias plásticas e aplicações de Botox no mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

Modelo com anorexia - Uma doença terrível que já matou várias jovens. Todas elas queriam ser magras e belas.
O desejo de ser bonita ou ser desejada é normal. Mas todo cuidado é pouco com essa preocupação, pois pode se tornar uma tremenda e doentia obsessão e que lhe mostrará um caminho obscuro e sem volta. É importante respeitar os limites do corpo. Essa não é a única maneira de interagir socialmente, de fazer amigos, de viver... É errôneo imaginar que as pessoas só vão gostar de você se for você for bonito, ou te darão atenção só por isso. Tudo o que envolve beleza torna-se superficial e uma hora toda beleza vai embora. Nenhum tipo de relação interpessoal se constrói baseada nisso, e as que são construídas fincadas nessa coluna simplesmente cairão por terra... Estou apresentando pontos negativos desse culto autodestrutivo que a vaidade cria; afinal tudo em exagero é doentio e prejudicial para a alma. Particularmente, sou a favor do que faz cada um feliz. Mas também defendo a questão do amor próprio! Devemos amar nosso corpo e cultuar nossa própria beleza, a beleza natural que exala de nosso verdadeiro interior. Se não amarmos a nossa verdadeira essência, ninguém será capaz de amar! Ninguém nos ama mais do que nós mesmos; este é um conceito que não podemos esquecer. A vida é nossa, os problemas são nossos e as soluções dependem apenas de nós também! Essa luta incansável pela perfeição e beleza é injusta e não vale a pena. Tudo é muito desgastante para o corpo e para a mente. E é ainda mais triste quando travamos essa batalha contra o tempo, contra o envelhecimento. Ninguém é perfeito. Não precisamos de perfeição para sermos bonitos! Não temos que mudar nosso comportamento ou nossas vestimentas para agradar ninguém e também não precisamos de aprovação do mundo em relação ao nosso modo de viver. Cada um tem seu próprio caminho, suas próprias escolhas e suas respectivas consequências. 

Para tudo há limites. E quem os define é você. E então eu lhe pergunto: Qual o seu limite? Qual preço está disposto a pagar?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Consumismo Exagerado: Doença nos bolsos e na mente





O consumismo é o ato de consumir (comprar) produtos de forma exagerada. As pessoas consumistas adquirem produtos (roupas, produtos eletrônicos, jóias, carros, imóveis) sem ter a necessidade destes. 
O consumismo é típico das sociedades capitalistas e é estimulado pelas campanhas publicitárias vinculadas, principalmente na TV, cinema e meios de comunicação (revistas, jornais, rádios). Em alguns casos o consumismo pode se tornar uma doença (espécie de vício). Neste caso, a pessoa consumista só consegue obter prazer na vida ao comprar coisas. Em situações como esta, é necessário um tratamento psicológico.
A psicóloga Maria Helena Brito Izzo afirma que "E nesse caso perdemos o senso crítico e agimos por compulsão. Passado o instante da compra e o sabor da novidade, voltamos à estaca zero da insatisfação. É que a compulsão de comprar serviu apenas de paliativo e nos desviou momentaneamente a atenção dos nossos verdadeiros problemas, da verdadeira causa de nossa insatisfação.

Mas existem pessoas que vivem permanentemente em estado de compulsão consumista. Elas compram por comprar e estão sempre indo atrás de novidades. Adoram passear em lojas e shopping centers. Sentem-se felizes fazendo compras. Mas invariavelmente se cansam das aquisições e partem para outras, como se sofressem de uma espécie de vício..."
Estamos na era do consumismo exagerado e desenfreado que vem desde a infância, quando as mães fazem toda vontade e não se negam a comprar para seus filhos.
O consumismo exagerado, não é só ruim para seu bolso,  mas para o planeta. Estima-se que as pessoas consumam 20% a mais em recursos naturais do que a Terra consegue renovar.
O consumismo torna-se uma doença de descontrole na vida de uma pessoa, e que a torna extremamente sensível e exposta nesse mundo tão fantasiosamente belo e sedutor. Temos milhares de produtos e serviços em oferta no mercado, coisas úteis e outras nem tanto... O fato é que pessoas que possuem esse descontrole psíquico não possuem mais senso crítico, de responsabilidade e muito menos de sabedoria de consumo. Conheço muitas pessoas que sofrem com esse tipo de compulsão e a tendência é transmitir uma imagem de ser uma pessoa fútil e sem valores. Afinal, ela só pensa em comprar. Mas o buraco é muito mais embaixo, pois trata-se de uma terrível válvula de escape.. é necessário fazer uma análise sobre a própria vida e descobrir a origem desse problema. 
Obviamente, nosso estilo de vida capitalista alimenta consideravelmente incidências desse tipo e por isso a Síndrome do Consumismo é uma doença contemporânea. Hoje todos nós consumimos o que queremos, tudo é acessível, e se o cartão de crédito passar, ótimo, mais um motivo de continuar consumindo cada vez mais.

Mas quem é o grande culpado nesta história, quem consome, ou quem induz ao consumo? Há quem diz que os verdadeiros culpados são os ‘marqueteiros’, pois eles vivem empurrando 'coisas' que as pessoas não necessitam. Por outro lado, o problema pode partir da própria pessoa, que não consegue distinguir a diferença da vontade com da necessidade. Todos precisamos consumir, e o mais importante é adotarmos o hábito d consumo responsável. Isso será benéfico para a sua vida no geral.
Esconder-se atrás de objetos de valores, de compras indiscriminadas ou bens adquiridos sem buscar uma solução correta é uma forma de fechar as portas da superação.
Temos que tomar consciência de que tudo que compramos é proveniente do planeta e que ele precisa de um tempo para conseguir nos fornecer. Assim como precisamos dormir para reabastecer as energias, o planeta precisa do seu período de reabastecimento natural. Precisamos parar de nos iludir com prazeres imediatos, esquecendo valores, que não se compram em lojas nem se adquirem a prestações.