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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Viver ou Juntar Dinheiro?

"Meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada:
Quando eu era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porquê são mais inteligentes.Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico, e aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os ultimos 40 anos, eu teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer as contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$500.00,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho esse dinheiro.

Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitira fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos a vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".

"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o valor das coisas, não o seu preço." MAX GEHRINGER

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Consumismo Exagerado: Doença nos bolsos e na mente





O consumismo é o ato de consumir (comprar) produtos de forma exagerada. As pessoas consumistas adquirem produtos (roupas, produtos eletrônicos, jóias, carros, imóveis) sem ter a necessidade destes. 
O consumismo é típico das sociedades capitalistas e é estimulado pelas campanhas publicitárias vinculadas, principalmente na TV, cinema e meios de comunicação (revistas, jornais, rádios). Em alguns casos o consumismo pode se tornar uma doença (espécie de vício). Neste caso, a pessoa consumista só consegue obter prazer na vida ao comprar coisas. Em situações como esta, é necessário um tratamento psicológico.
A psicóloga Maria Helena Brito Izzo afirma que "E nesse caso perdemos o senso crítico e agimos por compulsão. Passado o instante da compra e o sabor da novidade, voltamos à estaca zero da insatisfação. É que a compulsão de comprar serviu apenas de paliativo e nos desviou momentaneamente a atenção dos nossos verdadeiros problemas, da verdadeira causa de nossa insatisfação.

Mas existem pessoas que vivem permanentemente em estado de compulsão consumista. Elas compram por comprar e estão sempre indo atrás de novidades. Adoram passear em lojas e shopping centers. Sentem-se felizes fazendo compras. Mas invariavelmente se cansam das aquisições e partem para outras, como se sofressem de uma espécie de vício..."
Estamos na era do consumismo exagerado e desenfreado que vem desde a infância, quando as mães fazem toda vontade e não se negam a comprar para seus filhos.
O consumismo exagerado, não é só ruim para seu bolso,  mas para o planeta. Estima-se que as pessoas consumam 20% a mais em recursos naturais do que a Terra consegue renovar.
O consumismo torna-se uma doença de descontrole na vida de uma pessoa, e que a torna extremamente sensível e exposta nesse mundo tão fantasiosamente belo e sedutor. Temos milhares de produtos e serviços em oferta no mercado, coisas úteis e outras nem tanto... O fato é que pessoas que possuem esse descontrole psíquico não possuem mais senso crítico, de responsabilidade e muito menos de sabedoria de consumo. Conheço muitas pessoas que sofrem com esse tipo de compulsão e a tendência é transmitir uma imagem de ser uma pessoa fútil e sem valores. Afinal, ela só pensa em comprar. Mas o buraco é muito mais embaixo, pois trata-se de uma terrível válvula de escape.. é necessário fazer uma análise sobre a própria vida e descobrir a origem desse problema. 
Obviamente, nosso estilo de vida capitalista alimenta consideravelmente incidências desse tipo e por isso a Síndrome do Consumismo é uma doença contemporânea. Hoje todos nós consumimos o que queremos, tudo é acessível, e se o cartão de crédito passar, ótimo, mais um motivo de continuar consumindo cada vez mais.

Mas quem é o grande culpado nesta história, quem consome, ou quem induz ao consumo? Há quem diz que os verdadeiros culpados são os ‘marqueteiros’, pois eles vivem empurrando 'coisas' que as pessoas não necessitam. Por outro lado, o problema pode partir da própria pessoa, que não consegue distinguir a diferença da vontade com da necessidade. Todos precisamos consumir, e o mais importante é adotarmos o hábito d consumo responsável. Isso será benéfico para a sua vida no geral.
Esconder-se atrás de objetos de valores, de compras indiscriminadas ou bens adquiridos sem buscar uma solução correta é uma forma de fechar as portas da superação.
Temos que tomar consciência de que tudo que compramos é proveniente do planeta e que ele precisa de um tempo para conseguir nos fornecer. Assim como precisamos dormir para reabastecer as energias, o planeta precisa do seu período de reabastecimento natural. Precisamos parar de nos iludir com prazeres imediatos, esquecendo valores, que não se compram em lojas nem se adquirem a prestações.